Vi-me por anos
achando que estava livre,
Mas o que
realmente pode ser a liberdade?
Já que a verdade é uma percepção da realidade,
O que se torna uma mentira de verdade.
Estava cego, sem
ver nada a minha frente ao certo
Mas uma nuvem arrebatadora
veio sobre mim
Era como uma voz
de muitas águas percebi.
Eu cai de medo,
sabendo que era receio,
Ele gentilmente
esquadrinhando a minha mente
Revelou-se, disse
que era meu redentor
Ele era meu Deus
meu criador.
Disse que só
existe uma verdade
Na qual essa
devera ser minha realidade,
Ela falou das
minhas vivencias
Que se tornaram
experiências
Eu só tenho que
confiar,
Mas como posso
interpretar?
Ele me fez ver que
não tenho que me prender,
E nem esquecer,
Duvidar, criticar
e determinar é o que eu mais penso eu falar
Suas verdades são
absolutas e as minhas inseguras
Então comecei a
proferir o que almejei,
No silencio me
calei, nada falei, apenas escutei.
Em um estampido
Ele disse que eu estava errado
Que precisava
ficar calado
Mas estava muito inspirado.
Estava por anos
ouvindo uma voz ofuscada,
Ouvi dizer que não
podia exercer aquilo que Ele me fez crescer,
Que não deveria
sonhar aquilo que Ele me fez um dia almejar,
Não poderia falar,
pois as palavras me faziam tropeçar,
Mas disse que não
ia me calar.
Demandei, orei,
esquadrinhei e bradei,
Então Ele pegou a
minha mão e olhei em Teus olhos como chamas de fogo,
E confiei, entendi
que a verdade que recebo
Tem que ser falada
e vista por aquEle que é
O único caminho,
verdade e vida.
Em fim me vi novamente
no mesmo lugar, nada havia mudado
Ao meu reparar
Mais minha
percepção me fez duvidar
Com que minha razão se fez definhar.
Então segurei em
minha mão direita a sua verdade
Para que eu não a
desprezasse e nem me esquecesse.







