sexta-feira, 14 de setembro de 2012

As crônicas existentes: Aspiração



     Ela se diz minha amiga, mas me trata e me olha com desejo, ela fala como se me amasse.  Eu me perco em saber o que sentir ou ate mesmo em que pensar, estamos próximos e longe ao mesmo tempo, ela muda de emoção como se muda roupa. Era uma segunda feira chuvosa em Porto Alegre, estava sem humor nesse dia, ela me perguntou umas três vezes se eu estava em, eu a respondi que sim, pois de fato estava apenas o meu normal que às vezes fico na frente de uma maquino longe de qualquer rastro de seres humanos.
     Estava cansado e frio, normal vindo de mim, minha pele gélida se encontrou com seu corpo em chamas, estávamos no segundo andar do prédio, tinha alguns conhecidos no locou, eu a chamei e saímos da sala onde estávamos com o resto das pessoas, nós dois nos sentamos na escadaria, e estávamos conversando, ela estava próxima a suficiente para eu envolver ao meu corpo, ela esta a cima um degrau a mais que eu, não queria que as pessoas soubessem que estávamos tendo um encontro.
     Nossas conversas não saíram muito do lugar, ela realmente é quente e eu sou frio, ela gosta de sol e eu da chuva. Fiquei ponderando seus movimentos de sedução, eu peguei sorrateiramente em sua mão quente, eu senti o fervor de sua mão passar para minha, quando a coloquei mais perto, a envolvi em meus braços, como que nada poderia me tirar dali, eu a pus no mesmo nível que eu na escada, ela estava com medo e apreensiva de que alguém poderia chegar e nos ver.
     Eu dei segurança, disse que saberia quando alguém viria, pois eu ia sentir o vibrar da escada. Eu a beijei, lentamente, meu lábios foi ao encontro de seu rosto liso e quente. Continuei beijando todo seu rosto e me envolvia cada vez mais próxima do meu corpo, ela sorria, eu tentei algo novo nessa nossa “amizade” perguntei se eu podia mordê-la. Ela assentiu com a cabeça, retirou seus longos cabelos que o envolvia seu pescoço, me veio seu cheiro, eu dei um breve beijo e logo em seguida a mordi tênue, ela se arrepiou e deu um sorriso de aprovação, então eu o mordi mais uma vez, fui subindo ate seus lábios. Fitei seus olhos, era de desejo, porém me contive em não dar seguimento à carne, eu a respeitei e dei um beijo em seu rosto, me afastei um pouco e ficamos conversando cosias que não faziam importância.
     Eu senti o vibrar da escada, mais a pessoa subiu muito rápido quando de repente eu disse. – Seu pai! – Ele virou e nos olhou com ódio. Meu coração parou, meu interior estava mudo. Ele ficou em nossa frente e não disse nada. Aqueles segundos viraram horas. Ele me fitou e desviou o olhar e acenou com a mão como um “oi” eu não respondi estava estático, imóvel, ele estava sem emoção e sentimento.
     – Posso dar tchau para as meninas? – Ela perguntou.
     – Não!
     Eles saíram escadaria a baixo. Eu por segundos fiquei parado, depois passou um vídeo de tudo que aconteceu. E me pus de pé, comecei a andar sem piscar até chegar à sala onde se encontrava duas amigas, eu as cheguei perguntaram se eu estava bem, eu não respondi, estava buscando em sentimento, uma emoção para sentir diante do que tinha acontecido. Eu cai no chão fiquei parado lá, senti lagrimas tomarem meu olhos, mas não as permite que continuasse, fiquei lá caído no chão gelado. Pensando nas piores coisas que o “monstro” do pai dela poderia fazer, tranca - lá na masmorra. Uma das amigas presentes me chamou e me deu um abraço. E disse que ficaria tudo bem. Ela tinha achado que nos beijamos. Mais eu tive que explicar todo a historia a elas. Disse muitas cosias a respeito dela que eu achei estranho, fiquei triste e sem saber. Mais uma coisa eu sabia, deveria parar de me enganar, não vou me afastar, pois isso provaria que não tenho maturidade de resolver as coisas devidas. Agora vamos ser amigos de verdade. Vou tratá-la como uma das minhas amigas nada de especial.
     Mas depois me recuperei, voltei em mim e disse que essas coisas fazem parte e que esta muito cedo para me relacionar com pessoa que tem muito que viver!

Nenhum comentário:

Postar um comentário