Ela se diz minha amiga, mas me trata e me olha com
desejo, ela fala como se me amasse. Eu me
perco em saber o que sentir ou ate mesmo em que pensar, estamos próximos e
longe ao mesmo tempo, ela muda de emoção como se muda roupa. Era uma segunda
feira chuvosa em Porto Alegre, estava sem humor nesse dia, ela me perguntou
umas três vezes se eu estava em, eu a respondi que sim, pois de fato estava
apenas o meu normal que às vezes fico na frente de uma maquino longe de qualquer
rastro de seres humanos.
Estava cansado
e frio, normal vindo de mim, minha pele gélida se encontrou com seu corpo em
chamas, estávamos no segundo andar do prédio, tinha alguns conhecidos no locou,
eu a chamei e saímos da sala onde estávamos com o resto das pessoas, nós dois
nos sentamos na escadaria, e estávamos conversando, ela estava próxima a
suficiente para eu envolver ao meu corpo, ela esta a cima um degrau a mais que
eu, não queria que as pessoas soubessem que estávamos tendo um encontro.
Nossas conversas
não saíram muito do lugar, ela realmente é quente e eu sou frio, ela gosta de
sol e eu da chuva. Fiquei ponderando seus movimentos de sedução, eu peguei
sorrateiramente em sua mão quente, eu senti o fervor de sua mão passar para
minha, quando a coloquei mais perto, a envolvi em meus braços, como que nada
poderia me tirar dali, eu a pus no mesmo nível que eu na escada, ela estava com
medo e apreensiva de que alguém poderia chegar e nos ver.
Eu dei
segurança, disse que saberia quando alguém viria, pois eu ia sentir o vibrar da
escada. Eu a beijei, lentamente, meu lábios foi ao encontro de seu rosto liso e
quente. Continuei beijando todo seu rosto e me envolvia cada vez mais próxima do
meu corpo, ela sorria, eu tentei algo novo nessa nossa “amizade” perguntei se
eu podia mordê-la. Ela assentiu com a cabeça, retirou seus longos cabelos que o
envolvia seu pescoço, me veio seu cheiro, eu dei um breve beijo e logo em
seguida a mordi tênue, ela se arrepiou e deu um sorriso de aprovação, então eu
o mordi mais uma vez, fui subindo ate seus lábios. Fitei seus olhos, era de desejo,
porém me contive em não dar seguimento à carne, eu a respeitei e dei um beijo
em seu rosto, me afastei um pouco e ficamos conversando cosias que não faziam importância.
Eu senti o
vibrar da escada, mais a pessoa subiu muito rápido quando de repente eu disse. –
Seu pai! – Ele virou e nos olhou com ódio. Meu coração parou, meu interior
estava mudo. Ele ficou em nossa frente e não disse nada. Aqueles segundos
viraram horas. Ele me fitou e desviou o olhar e acenou com a mão como um “oi”
eu não respondi estava estático, imóvel, ele estava sem emoção e sentimento.
– Posso dar
tchau para as meninas? – Ela perguntou.
– Não!
Eles saíram escadaria
a baixo. Eu por segundos fiquei parado, depois passou um vídeo de tudo que
aconteceu. E me pus de pé, comecei a andar sem piscar até chegar à sala onde se
encontrava duas amigas, eu as cheguei perguntaram se eu estava bem, eu não
respondi, estava buscando em sentimento, uma emoção para sentir diante do que
tinha acontecido. Eu cai no chão fiquei parado lá, senti lagrimas tomarem meu
olhos, mas não as permite que continuasse, fiquei lá caído no chão gelado. Pensando
nas piores coisas que o “monstro” do pai dela poderia fazer, tranca - lá na
masmorra. Uma das amigas presentes me chamou e me deu um abraço. E disse que
ficaria tudo bem. Ela tinha achado que nos beijamos. Mais eu tive que explicar
todo a historia a elas. Disse muitas cosias a respeito dela que eu achei
estranho, fiquei triste e sem saber. Mais uma coisa eu sabia, deveria parar de
me enganar, não vou me afastar, pois isso provaria que não tenho maturidade de
resolver as coisas devidas. Agora vamos ser amigos de verdade. Vou tratá-la
como uma das minhas amigas nada de especial.
Mas depois me
recuperei, voltei em mim e disse que essas coisas fazem parte e que esta muito
cedo para me relacionar com pessoa que tem muito que viver!
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