sexta-feira, 14 de setembro de 2012

As crônicas existentes: Lucubração



Já não fechava normalmente as minhas pálpebras, me deitava e me via em um labirinto, acho que tinha que tentar procurar o meu sono, por diversas vezes fiz da minha paz um minotauro, ele sempre me tirava o sono.
     Então por uma forma desesperado e fraca, cometi um crime, mas não um crime normal. Fui contra a lei, mentes maldosas trabalharam comigo, não a culpo. Talvez ela quisesse me ajudar de alguma forma, já podia sentir a adrenalina em meu sangue.
     – Quero que me leve duas dessas para que eu possa apagar. – Ela não teve culpa. Eram duas pequenas e sem valor, forma ou cheiro tinha uma coloração rosa bebê. Mas me disseram que era fatal, peguei água e logo tinha as tomado. Disseram que faria efeito em uma hora, agi como se eu não tivesse feito nada, mas de foto havia, se eu algo desse errado eu teria que pagar por todas elas.
     Ao chegar a casa eu estava cambaleando, a lua parecia dar voltas à cima de mim, a escuridão criou forma, eu já não podia sentir ou mandar em meus movimentos, tudo estava arrastado e plácido. Comecei a caminhar dentro de casa, sem pretensão de que poderia estar melhor.
     Sinto que estou com fome, então pego tudo que posso para comer, começo na velocidade mais lenta a fazer a comida entrar em minha boca, vejo meu corpo refletir no espelho a minha frente, vê minha pálpebra melo a cair percebo que tudo parece estar distante, sinto a fechando quando de repente meu celular vibra e me faz tremer o corpo, era a minha aliada.
     – Esta se sentindo bem? – Ela perguntou.
     – Sim. – Minha voz saiu mole, como se eu não tivesse controle da minha língua, estava pesada e logo enrolava tudo, mas por dentro eu raciocinava normalmente. Estava realmente drogado. Arrastava as palavras, sentia que não estava são. – Não posso responder nada concreto.
     – Isso esta te fazendo mal então não farei mais isso, boa noite que Deus te abençoe.
     Acho que ela falou mais outras coisas mais eu não podia entender com firmeza. Voltei para casa, quando ouvi um grande barulho, suspeitei que fosse o micro-ondas que tinha caído pelo barulho, mas porque ele cairia? Era o capacete, senti meu corpo vibrar, meu coração quase parou, estava violento, eu sentia meu corpo paralisado de medo, um medo que não sinto, pois fui treinado para não sentir tal temor. Sem perceber cai na cama e sentia meu corpo agonizar, eu não sabia que poderia sentir isso, comecei achar que fosse algo tentando me parar, como se fosse psicológico, como se fosse dor mais não era dor, come se fosse uma comichão mais não era caseira, era uma fatiga.
    Eu esperei dar os sete minutos que é o tempo necessário para que meus sentidos e meu subconsiente entrassem no sono profundo, me debati a noite toda, mais foi forte e eficaz, dessa vez o meu minotauro estava perdido e eu tinha encontrado a paz, mas não foi uma paz natural foi forçada, precisei usar uma droga para entender isso. Ao acordar, olhai para o relógio, havia dormido quase doze horas nessa noite, meu corpo estava em um peso forte e eu mandava meu cérebro levantar, mas ele não me obedecia. Fiquei lá, parado, esperando os sentidos voltarem, aos poucos me levantei. Minhas emoções estavam ótimas, mais percebi que estava intolerante, estressado, com uma irritação nítida, o mundo estava errado, eu sentia que estava certo, sem saber estava grosso. – Mais do que o normal. Mais não deixei que isso me controlasse, e nunca mais vou usar essa droga. Sei muito bem como controlar as minhas emoções.
     Em fim, no outro dia tudo tinha voltado ao normal, ao meu normal.

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