Já não fechava normalmente as minhas pálpebras, me
deitava e me via em um labirinto, acho que tinha que tentar procurar o meu
sono, por diversas vezes fiz da minha paz um minotauro, ele sempre me tirava o
sono.
Então por uma
forma desesperado e fraca, cometi um crime, mas não um crime normal. Fui contra
a lei, mentes maldosas trabalharam comigo, não a culpo. Talvez ela quisesse me
ajudar de alguma forma, já podia sentir a adrenalina em meu sangue.
– Quero que me
leve duas dessas para que eu possa apagar. – Ela não teve culpa. Eram duas
pequenas e sem valor, forma ou cheiro tinha uma coloração rosa bebê. Mas me
disseram que era fatal, peguei água e logo tinha as tomado. Disseram que faria
efeito em uma hora, agi como se eu não tivesse feito nada, mas de foto havia,
se eu algo desse errado eu teria que pagar por todas elas.
Ao chegar a
casa eu estava cambaleando, a lua parecia dar voltas à cima de mim, a escuridão
criou forma, eu já não podia sentir ou mandar em meus movimentos, tudo estava arrastado
e plácido. Comecei a caminhar dentro de casa, sem pretensão de que poderia
estar melhor.
Sinto que
estou com fome, então pego tudo que posso para comer, começo na velocidade mais
lenta a fazer a comida entrar em minha boca, vejo meu corpo refletir no espelho
a minha frente, vê minha pálpebra melo a cair percebo que tudo parece estar distante,
sinto a fechando quando de repente meu celular vibra e me faz tremer o corpo, era
a minha aliada.
– Esta se
sentindo bem? – Ela perguntou.
– Sim. – Minha
voz saiu mole, como se eu não tivesse controle da minha língua, estava pesada e
logo enrolava tudo, mas por dentro eu raciocinava normalmente. Estava realmente
drogado. Arrastava as palavras, sentia que não estava são. – Não posso
responder nada concreto.
– Isso esta te
fazendo mal então não farei mais isso, boa noite que Deus te abençoe.
Acho que ela
falou mais outras coisas mais eu não podia entender com firmeza. Voltei para
casa, quando ouvi um grande barulho, suspeitei que fosse o micro-ondas que
tinha caído pelo barulho, mas porque ele cairia? Era o capacete, senti meu
corpo vibrar, meu coração quase parou, estava violento, eu sentia meu corpo
paralisado de medo, um medo que não sinto, pois fui treinado para não sentir
tal temor. Sem perceber cai na cama e sentia meu corpo agonizar, eu não sabia
que poderia sentir isso, comecei achar que fosse algo tentando me parar, como
se fosse psicológico, como se fosse dor mais não era dor, come se fosse uma
comichão mais não era caseira, era uma fatiga.
Eu esperei dar
os sete minutos que é o tempo necessário para que meus sentidos e meu
subconsiente entrassem no sono profundo, me debati a noite toda, mais foi forte
e eficaz, dessa vez o meu minotauro estava perdido e eu tinha encontrado a paz,
mas não foi uma paz natural foi forçada, precisei usar uma droga para entender
isso. Ao acordar, olhai para o relógio, havia dormido quase doze horas nessa
noite, meu corpo estava em um peso forte e eu mandava meu cérebro levantar, mas
ele não me obedecia. Fiquei lá, parado, esperando os sentidos voltarem, aos
poucos me levantei. Minhas emoções estavam ótimas, mais percebi que estava
intolerante, estressado, com uma irritação nítida, o mundo estava errado, eu
sentia que estava certo, sem saber estava grosso. – Mais do que o normal. Mais não
deixei que isso me controlasse, e nunca mais vou usar essa droga. Sei muito bem
como controlar as minhas emoções.
Em fim, no
outro dia tudo tinha voltado ao normal, ao meu normal.
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