Incipiens
Quando criança
fui a escola pela primeira vez, acho que nunca vou me esquecer. Desde brincar ate
a forma de agir mostrava que eu não era normal. Eu sempre conversei com meus
brinquedos, fazia deles animados e eu podia ouvi-los, meu coração era doce,
gentil, simpático e inocente. Sempre brincava sozinho ninguém nunca entendeu o
porquê, ate que por fim resolvi me relacionar com as crianças que pareciam
mudas. Elas queriam que eu ficasse perto delas e brincasse também. Dei uma
chance a mim mesmo.
Eles me
excluíram, bateram e me fizeram sofrer. Eu era do tipo que sofria calado.
Continue assim por um longo tempo, e as pessoas só me provavam que eram
desprezíveis e amargas. Confesso que não sabia o que era amor, pois de fato não
havia recebido disso em casa. Então sem eu apenas perceber estava construindo
um grande e inquebrável moro de proteção. A sociedade é cruel. – Eu sinto muito mais não me encaixo no seu
perfil de perdição. Comecei a usar isso ao meu favor, já que eu não tinha
escolha. Toda semana eu era agredido, fui rejeitado assim que rejeitei meus
brinquedos inanimados.
Sem pensar
estava me tornando um mostro, assim que fiz oito anos comecei a manipular as
pessoas, claro que de primeiro foi sem perceber, mais depois que fiz um teste
com o pobre Hugo, foi tão fácil, acho que agora não sou tão previsível. – Sou?
Eu pude sentir o poder, eu conhecia de falar em Deus, eu comecei a
conversar com ele desde criança. Ele sempre me respondeu. Eu sabia como as
coisas iam acontecer com mais rapidez e nitidez. Ela me contava as coisas sem eu precisar ver
ou estar lá. Ele foi gentil me aceitou, mais parecia o que poder era pouco, eu
queria ferir a humanidade patética que se alastrava a minha frente
freneticamente achando que é alguma coisa. Isso me perturbava me perturbava
sentir pena dele, eu sentia a dor que eles sentiam, não só as minhas. Eu apenas
tocava e eu sentia e sabia tudo que Deus queria me revelar dela.
Eu tentei, eu
prometo que tentei ser alguém verdadeiro a amável. Tentei ser verdadeiro, ser
legal divertido espontâneo. Mais eles sempre me feriram. Então a minha única
forma era matar eles, destruir um após o outro, os fazer sentirem a dor que eu senti
viver o que vivi. Claro que não foi nada fácil cogitar ser aceito por eles, uma
raça tenebrosa mais na qual eu fazia parte. Meu muro já estava se tornando uma
muralha. Tive traumas e perdas em tentar serem humanos como eles.
Eu dava
sorrisos para agradar, eu falava para ser gentil, eu beijava querendo matar, eu
sonhara em ver sangue por toda parte e ser o deus desse mundo, fazer um mundo
junto, certo e correto, no qual as cosias seriam como esta no papel, por que as
pessoas querem tanto ser superior? Querem ter poder? Domínio sobre as outras?
Sobressair? Ser alto suficiente? Estava farto estava me definhando não
agüentava mais, este escrito para não ferir e amar, por que elas ferem? A humanidade
estava-me decepcionado e eu estava construindo meu mundo, o mundo onde eu posso
ser correto e rigidamente severo, meu ódio contra a sociedade moderna e
hipócrita estava aumentando gradualmente. Ser o rei não precisava de muitas
cosias ser amado é fácil, as pessoas querem títulos, status, querem ser o que
não são para agradar quem?
Então me
revoltei contra Deus, o mesmo Deus que me deu o dom, que me deu a oportunidade
de ser diferente e mostrar que posso usar isso para o bem, mas, para que? Para
ajudar quem havia por anos me ferido e machucado, me causou trauma? Nunca.
Tinha um ódio consumidor, uma angustia sem fim. Porem sempre era calado e
ponderador, para matar a presa precisa observar bem, achar o ponto fácil dar
confiança e pronto. Tem ela na sua mão. Usa e faça dela seu boneco, brinca com
seus sentimentos, psicológico, emoções e só dar um pouquinho de poder a elas e
você vera o que ela realmente quer de você. Essa raça medíocre, não, medíocre
seria ainda bom! para eles. Baixa, sociedade baixa e cruel. Estava com meus
dias contados para ter uma legião de seguidores, todos me amavam e veneravam,
outros diziam que não precisava falar nada que o Kaab sabia de tudo da minha
vida. Tive romances por interesses pessoais. Amizades para satisfazer meu ego,
escravos para ter domínio, quando por fim fui ao clube, lá fiquei cogitando
sozinho, andava para um lado e outro encontrei uma pedra linda, ela me chamava.
Eu coloquei minha mão nela e me senti forte. Então algo me dizia que tinha que
enterrar a pedra e pegar depois de uma semana. Então assim fiz. Meu dom estava
aperfeiçoando cada vez mais. E disse que iria ser do diabo naquela mesma
semana.
Eu já sentia
demônios na minha casa, podia ate ver alguns, correndo pelos corredores. Uma
vez estava escrevendo em um caderno, senti algo diferente, uma força maior. Eu
disse. – Pode aparecer, eu não vou ter
medo. Estava sozinho, meu corpo se arrepiou todo, me senti muito mal, mais
depois desse dia, eu tive certeza que havia feito uma aliança com o mal. Tudo
pelo poder.
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