segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Olho vivo



 Vi-me por anos achando que estava livre,
Mas o que realmente pode ser a liberdade?
 Já que a verdade é uma percepção da realidade,
 O que se torna uma mentira de verdade.
Estava cego, sem ver nada a minha frente ao certo
Mas uma nuvem arrebatadora veio sobre mim
Era como uma voz de muitas águas percebi.

Eu cai de medo, sabendo que era receio,
Ele gentilmente esquadrinhando a minha mente
Revelou-se, disse que era meu redentor
Ele era meu Deus meu criador.

Disse que só existe uma verdade
Na qual essa devera ser minha realidade,
Ela falou das minhas vivencias
Que se tornaram experiências
Eu só tenho que confiar,
Mas como posso interpretar?

Ele me fez ver que não tenho que me prender,
E nem esquecer,
Duvidar, criticar e determinar é o que eu mais penso eu falar
Suas verdades são absolutas e as minhas inseguras
Então comecei a proferir o que almejei,
No silencio me calei, nada falei, apenas escutei.

Em um estampido Ele disse que eu estava errado
Que precisava ficar calado
Mas estava muito inspirado.
Estava por anos ouvindo uma voz ofuscada,
Ouvi dizer que não podia exercer aquilo que Ele me fez crescer,
Que não deveria sonhar aquilo que Ele me fez um dia almejar,
Não poderia falar, pois as palavras me faziam tropeçar,
Mas disse que não ia me calar.

Demandei, orei, esquadrinhei e bradei,
Então Ele pegou a minha mão e olhei em Teus olhos como chamas de fogo,
E confiei, entendi que a verdade que recebo
Tem que ser falada e vista por aquEle que é
O único caminho, verdade e vida.

Em fim me vi novamente no mesmo lugar, nada havia mudado
Ao meu reparar
Mais minha percepção me fez duvidar
 Com que minha razão se fez definhar.
Então segurei em minha mão direita a sua verdade
Para que eu não a desprezasse e nem me esquecesse.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Implícito


O que o mundo precisa é de simplicidade
Porém simplicidade elaborada
Não como atitude covarde, que não explora e não desbrava
E por tal revolução não vejo a hora
Precisamos todos aprender,
a ver na luta uma vitória,
a dolorosa labuta fazendo nossa história
a ver no simples o complexo
como no espelho convexo o direto se torna espalhado, diversificado
mas sem perder o foco, com uma lente se chega ao desejado
Precisamos não somente ver, mas enxergar, e com atenção analisar
O mundo em que vivemos de mazelas é cheio
Ótimo assunto para prolongados devaneios
A questão é que nem todos são capazes,
se com atenção observar, e captar
a raiva atrás das pazes, o mundo tranformando em fases
o portugues perdendo as crases
A vida girando e rodopiando
O planeta em órbita constante
Em torno do sol rodeando
Livre de todo comportamento errante
O implicito em cada singelo ato
que nao pode ficar livre de relato
e este estado verdadeiramente anelo
por um mundo melhor, mais sincero
com muita esperança espero
O raio-x  na vista comum
Todos observando,
na simplicidade o mundo, a vida
em corriqueira fala, a implicita voz que não cala
Vamos, então
incentivar essa necessária revolução
por um mundo mais vivido
mais compreendido
por essas tolas mentes
que sem perceber, passam a vida brevemente.

              Manola Bro.

As crônicas existentes: Aspiração



     Ela se diz minha amiga, mas me trata e me olha com desejo, ela fala como se me amasse.  Eu me perco em saber o que sentir ou ate mesmo em que pensar, estamos próximos e longe ao mesmo tempo, ela muda de emoção como se muda roupa. Era uma segunda feira chuvosa em Porto Alegre, estava sem humor nesse dia, ela me perguntou umas três vezes se eu estava em, eu a respondi que sim, pois de fato estava apenas o meu normal que às vezes fico na frente de uma maquino longe de qualquer rastro de seres humanos.
     Estava cansado e frio, normal vindo de mim, minha pele gélida se encontrou com seu corpo em chamas, estávamos no segundo andar do prédio, tinha alguns conhecidos no locou, eu a chamei e saímos da sala onde estávamos com o resto das pessoas, nós dois nos sentamos na escadaria, e estávamos conversando, ela estava próxima a suficiente para eu envolver ao meu corpo, ela esta a cima um degrau a mais que eu, não queria que as pessoas soubessem que estávamos tendo um encontro.
     Nossas conversas não saíram muito do lugar, ela realmente é quente e eu sou frio, ela gosta de sol e eu da chuva. Fiquei ponderando seus movimentos de sedução, eu peguei sorrateiramente em sua mão quente, eu senti o fervor de sua mão passar para minha, quando a coloquei mais perto, a envolvi em meus braços, como que nada poderia me tirar dali, eu a pus no mesmo nível que eu na escada, ela estava com medo e apreensiva de que alguém poderia chegar e nos ver.
     Eu dei segurança, disse que saberia quando alguém viria, pois eu ia sentir o vibrar da escada. Eu a beijei, lentamente, meu lábios foi ao encontro de seu rosto liso e quente. Continuei beijando todo seu rosto e me envolvia cada vez mais próxima do meu corpo, ela sorria, eu tentei algo novo nessa nossa “amizade” perguntei se eu podia mordê-la. Ela assentiu com a cabeça, retirou seus longos cabelos que o envolvia seu pescoço, me veio seu cheiro, eu dei um breve beijo e logo em seguida a mordi tênue, ela se arrepiou e deu um sorriso de aprovação, então eu o mordi mais uma vez, fui subindo ate seus lábios. Fitei seus olhos, era de desejo, porém me contive em não dar seguimento à carne, eu a respeitei e dei um beijo em seu rosto, me afastei um pouco e ficamos conversando cosias que não faziam importância.
     Eu senti o vibrar da escada, mais a pessoa subiu muito rápido quando de repente eu disse. – Seu pai! – Ele virou e nos olhou com ódio. Meu coração parou, meu interior estava mudo. Ele ficou em nossa frente e não disse nada. Aqueles segundos viraram horas. Ele me fitou e desviou o olhar e acenou com a mão como um “oi” eu não respondi estava estático, imóvel, ele estava sem emoção e sentimento.
     – Posso dar tchau para as meninas? – Ela perguntou.
     – Não!
     Eles saíram escadaria a baixo. Eu por segundos fiquei parado, depois passou um vídeo de tudo que aconteceu. E me pus de pé, comecei a andar sem piscar até chegar à sala onde se encontrava duas amigas, eu as cheguei perguntaram se eu estava bem, eu não respondi, estava buscando em sentimento, uma emoção para sentir diante do que tinha acontecido. Eu cai no chão fiquei parado lá, senti lagrimas tomarem meu olhos, mas não as permite que continuasse, fiquei lá caído no chão gelado. Pensando nas piores coisas que o “monstro” do pai dela poderia fazer, tranca - lá na masmorra. Uma das amigas presentes me chamou e me deu um abraço. E disse que ficaria tudo bem. Ela tinha achado que nos beijamos. Mais eu tive que explicar todo a historia a elas. Disse muitas cosias a respeito dela que eu achei estranho, fiquei triste e sem saber. Mais uma coisa eu sabia, deveria parar de me enganar, não vou me afastar, pois isso provaria que não tenho maturidade de resolver as coisas devidas. Agora vamos ser amigos de verdade. Vou tratá-la como uma das minhas amigas nada de especial.
     Mas depois me recuperei, voltei em mim e disse que essas coisas fazem parte e que esta muito cedo para me relacionar com pessoa que tem muito que viver!

As crônicas existentes: Lucubração



Já não fechava normalmente as minhas pálpebras, me deitava e me via em um labirinto, acho que tinha que tentar procurar o meu sono, por diversas vezes fiz da minha paz um minotauro, ele sempre me tirava o sono.
     Então por uma forma desesperado e fraca, cometi um crime, mas não um crime normal. Fui contra a lei, mentes maldosas trabalharam comigo, não a culpo. Talvez ela quisesse me ajudar de alguma forma, já podia sentir a adrenalina em meu sangue.
     – Quero que me leve duas dessas para que eu possa apagar. – Ela não teve culpa. Eram duas pequenas e sem valor, forma ou cheiro tinha uma coloração rosa bebê. Mas me disseram que era fatal, peguei água e logo tinha as tomado. Disseram que faria efeito em uma hora, agi como se eu não tivesse feito nada, mas de foto havia, se eu algo desse errado eu teria que pagar por todas elas.
     Ao chegar a casa eu estava cambaleando, a lua parecia dar voltas à cima de mim, a escuridão criou forma, eu já não podia sentir ou mandar em meus movimentos, tudo estava arrastado e plácido. Comecei a caminhar dentro de casa, sem pretensão de que poderia estar melhor.
     Sinto que estou com fome, então pego tudo que posso para comer, começo na velocidade mais lenta a fazer a comida entrar em minha boca, vejo meu corpo refletir no espelho a minha frente, vê minha pálpebra melo a cair percebo que tudo parece estar distante, sinto a fechando quando de repente meu celular vibra e me faz tremer o corpo, era a minha aliada.
     – Esta se sentindo bem? – Ela perguntou.
     – Sim. – Minha voz saiu mole, como se eu não tivesse controle da minha língua, estava pesada e logo enrolava tudo, mas por dentro eu raciocinava normalmente. Estava realmente drogado. Arrastava as palavras, sentia que não estava são. – Não posso responder nada concreto.
     – Isso esta te fazendo mal então não farei mais isso, boa noite que Deus te abençoe.
     Acho que ela falou mais outras coisas mais eu não podia entender com firmeza. Voltei para casa, quando ouvi um grande barulho, suspeitei que fosse o micro-ondas que tinha caído pelo barulho, mas porque ele cairia? Era o capacete, senti meu corpo vibrar, meu coração quase parou, estava violento, eu sentia meu corpo paralisado de medo, um medo que não sinto, pois fui treinado para não sentir tal temor. Sem perceber cai na cama e sentia meu corpo agonizar, eu não sabia que poderia sentir isso, comecei achar que fosse algo tentando me parar, como se fosse psicológico, como se fosse dor mais não era dor, come se fosse uma comichão mais não era caseira, era uma fatiga.
    Eu esperei dar os sete minutos que é o tempo necessário para que meus sentidos e meu subconsiente entrassem no sono profundo, me debati a noite toda, mais foi forte e eficaz, dessa vez o meu minotauro estava perdido e eu tinha encontrado a paz, mas não foi uma paz natural foi forçada, precisei usar uma droga para entender isso. Ao acordar, olhai para o relógio, havia dormido quase doze horas nessa noite, meu corpo estava em um peso forte e eu mandava meu cérebro levantar, mas ele não me obedecia. Fiquei lá, parado, esperando os sentidos voltarem, aos poucos me levantei. Minhas emoções estavam ótimas, mais percebi que estava intolerante, estressado, com uma irritação nítida, o mundo estava errado, eu sentia que estava certo, sem saber estava grosso. – Mais do que o normal. Mais não deixei que isso me controlasse, e nunca mais vou usar essa droga. Sei muito bem como controlar as minhas emoções.
     Em fim, no outro dia tudo tinha voltado ao normal, ao meu normal.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Presciência

Viver, viver e sonhar, porque os sonhos nos deixam a desejar? 
Entro em uma enorme e intransponível duvida da realidade e do devaneio, 
Sem saber o que isso vale ou saber qual o seu apreço. 
No sonho encontro a aceitação de que a realidade me fez existir e do que ainda esta por vir.
 Faço os meus ensaios sobre o óbvio e sobre os previsíveis, 
Pois todos parecem invisíveis.
 

Dando Voltas



Correr, correr e correr sempre em movimento,
Sempre em devaneio.
O ponteiro do relógio na mente passa a ser um vicio proeminente.
Correndo com vendas a permitir o descontrole permanente.
A dar de tributo o seu próprio tempo,
Vive tão disperso a existir no futuro que esquece consciente o presente que faz,
E o futuro será igual ao presente que vive.

Kályton

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Incipiens


Incipiens
    
     Quando criança fui a escola pela primeira vez, acho que nunca vou me esquecer. Desde brincar ate a forma de agir mostrava que eu não era normal. Eu sempre conversei com meus brinquedos, fazia deles animados e eu podia ouvi-los, meu coração era doce, gentil, simpático e inocente. Sempre brincava sozinho ninguém nunca entendeu o porquê, ate que por fim resolvi me relacionar com as crianças que pareciam mudas. Elas queriam que eu ficasse perto delas e brincasse também. Dei uma chance a mim mesmo.
     Eles me excluíram, bateram e me fizeram sofrer. Eu era do tipo que sofria calado. Continue assim por um longo tempo, e as pessoas só me provavam que eram desprezíveis e amargas. Confesso que não sabia o que era amor, pois de fato não havia recebido disso em casa. Então sem eu apenas perceber estava construindo um grande e inquebrável moro de proteção. A sociedade é cruel. – Eu sinto muito mais não me encaixo no seu perfil de perdição. Comecei a usar isso ao meu favor, já que eu não tinha escolha. Toda semana eu era agredido, fui rejeitado assim que rejeitei meus brinquedos inanimados.
     Sem pensar estava me tornando um mostro, assim que fiz oito anos comecei a manipular as pessoas, claro que de primeiro foi sem perceber, mais depois que fiz um teste com o pobre Hugo, foi tão fácil, acho que agora não sou tão previsível. – Sou?  Eu pude sentir o poder, eu conhecia de falar em Deus, eu comecei a conversar com ele desde criança. Ele sempre me respondeu. Eu sabia como as coisas iam acontecer com mais rapidez e nitidez.  Ela me contava as coisas sem eu precisar ver ou estar lá. Ele foi gentil me aceitou, mais parecia o que poder era pouco, eu queria ferir a humanidade patética que se alastrava a minha frente freneticamente achando que é alguma coisa. Isso me perturbava me perturbava sentir pena dele, eu sentia a dor que eles sentiam, não só as minhas. Eu apenas tocava e eu sentia e sabia tudo que Deus queria me revelar dela.
     Eu tentei, eu prometo que tentei ser alguém verdadeiro a amável. Tentei ser verdadeiro, ser legal divertido espontâneo. Mais eles sempre me feriram. Então a minha única forma era matar eles, destruir um após o outro, os fazer sentirem a dor que eu senti viver o que vivi. Claro que não foi nada fácil cogitar ser aceito por eles, uma raça tenebrosa mais na qual eu fazia parte. Meu muro já estava se tornando uma muralha. Tive traumas e perdas em tentar serem humanos como eles.
     Eu dava sorrisos para agradar, eu falava para ser gentil, eu beijava querendo matar, eu sonhara em ver sangue por toda parte e ser o deus desse mundo, fazer um mundo junto, certo e correto, no qual as cosias seriam como esta no papel, por que as pessoas querem tanto ser superior? Querem ter poder? Domínio sobre as outras? Sobressair? Ser alto suficiente? Estava farto estava me definhando não agüentava mais, este escrito para não ferir e amar, por que elas ferem? A humanidade estava-me decepcionado e eu estava construindo meu mundo, o mundo onde eu posso ser correto e rigidamente severo, meu ódio contra a sociedade moderna e hipócrita estava aumentando gradualmente. Ser o rei não precisava de muitas cosias ser amado é fácil, as pessoas querem títulos, status, querem ser o que não são para agradar quem?
     Então me revoltei contra Deus, o mesmo Deus que me deu o dom, que me deu a oportunidade de ser diferente e mostrar que posso usar isso para o bem, mas, para que? Para ajudar quem havia por anos me ferido e machucado, me causou trauma? Nunca. Tinha um ódio consumidor, uma angustia sem fim. Porem sempre era calado e ponderador, para matar a presa precisa observar bem, achar o ponto fácil dar confiança e pronto. Tem ela na sua mão. Usa e faça dela seu boneco, brinca com seus sentimentos, psicológico, emoções e só dar um pouquinho de poder a elas e você vera o que ela realmente quer de você. Essa raça medíocre, não, medíocre seria ainda bom! para eles. Baixa, sociedade baixa e cruel. Estava com meus dias contados para ter uma legião de seguidores, todos me amavam e veneravam, outros diziam que não precisava falar nada que o Kaab sabia de tudo da minha vida. Tive romances por interesses pessoais. Amizades para satisfazer meu ego, escravos para ter domínio, quando por fim fui ao clube, lá fiquei cogitando sozinho, andava para um lado e outro encontrei uma pedra linda, ela me chamava. Eu coloquei minha mão nela e me senti forte. Então algo me dizia que tinha que enterrar a pedra e pegar depois de uma semana. Então assim fiz. Meu dom estava aperfeiçoando cada vez mais. E disse que iria ser do diabo naquela mesma semana.
     Eu já sentia demônios na minha casa, podia ate ver alguns, correndo pelos corredores. Uma vez estava escrevendo em um caderno, senti algo diferente, uma força maior. Eu disse. – Pode aparecer, eu não vou ter medo. Estava sozinho, meu corpo se arrepiou todo, me senti muito mal, mais depois desse dia, eu tive certeza que havia feito uma aliança com o mal. Tudo pelo poder.