Desistir? Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério. É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Viagens
Era
um dia lindo de outubro, Kályton podia sentir a primavera de todas as formas,
ele foi visitar um parque de Laurentides
Wildlife Reserve no dia quatro, A
reserva fica uns quarenta minutos de distancia da sua casa local. Quando chegou
estacionou o carro e foi caminhando para dentro das arvores, era distinto e
enorme a vasta quantidade de espécies de arvore naquele lugar, enormes e com
cheiro de mato, era como se ele pudesse ser primata selvagem por alguns
estantes, ele via o sol das três horas da tarde entre as frondosas arvores do
norte de Quebec no Canadá, avistou ao longe um grande rio, foi seguindo em
direção, não havia muitas pessoas nesse dia na reserva, ele se aproximou das
rochas que ali perto se encontrava e ficou a contemplar as águas que desciam nessa
época do ano das geleiras nas montanhas do norte do parque, elas derretiam e se
encontravam com outras correntezas de nascentes de água, ele ficou estático
quando sentiu que uma breve brisa com cheiros de ervas doces se aproximou, ele
imaginou que fosse algum tipo de miragem, mas não, era um lindo jardim Grands-Jardins National Park localizado no Lac-Pikauba Território desorganizado. Tênue e milimetricamente esquadrinhado,
Kályton viu as flores dançando com o vento, formando uma extensa quantidade de
cores ate onde a vista alcançava o aroma agradabilíssimo o fez sair um belo
sorriso metálico em seu rosto. Pareciam que era criada com amor e muito cuidado,
independentes e fortes, ao longe viu uma garota. Ele se aproximou da jovem que
estava de costas para ele.
– Olá? – Disse Kályton tímido. – Quem é
responsável por essa linda obra? Quero congratular por tanto amor e cuidado com
cada detalhe depositado nesse jardim.
– Ola. – Ela virou com um sorriso lindo,
seus cabelos eram em tom de laranja de tão ruivos que eram, descia em seu contorno
até o ombro esquerdo formando uma belíssima trança, sua roupa era de um amarelo
de jardinagem, usava belas botas de jardim também, seus olhos em tom de cinza, mas
com um brilho notável, ela abriu um sorriso atraente, o sol estava quase se
pondo. – Sim, sou eu mesma. – Respondeu com gentileza.
Eles se olharam por alguns segundos, e
foram caminhando para perto do rio novamente, as águas estavam escuras e o céu
em estantes estava escurecendo, estava em uma aquarela de cores o pôr-do-sol, eles
conversaram de coisas de interesses próprios, desnecessários, sem motivos,
pessoais e continuaram ate o sol se pôr. Depois de alguns estantes de
intimidade, eles perceberam que estava ficando escuro, ela era gentil e
delicada, tinha uma risada envolvente, ele percebeu em poucas palavras algo que
o fazia quer ouvi-la mais, ela contou a historia do local, tinha paixão em suas
palavras, ela falava com simplicidade e autenticidade, disse dos seus medos e
inseguranças, ela disse que não tinha medo de morrer, pois anseia pela
eternidade, não tinha medo de ser jogada do alto, pois amava queda livre, não
tinha medo de criticas, pois era sua melhor resposta, ela esta vivendo apenas
para cumprir o propósito de ser quem ela mesma é, embora ela mesma fosse à
resposta, não tinha medo de tempestades porque sabia que um dia o sol
apareceria, o sofrimento é moldador, nos mostra quem nós somos e nos permite
achegar perto do que podemos nos tornar. Ela começou a chorar quando Kályton
dizia que a admirava, era difícil de acreditar nas palavras dele, todos olhavam
apenas para as flores, jardim e montanhas e nunca para o criador a quem fez
tudo aquilo. As nuvens pareciam carregadas e escuras, ela o chamou acenando com
a mão, ele estendeu a mão a ela, eles foram caminhando por uma trila sinalizada
por luzes a beira do rio, de repente começa a cair pequenas gotas de água nos
rostos deles, em poucos segundos aquilo se formara numa tempestade terrível e
com muitas ventanias, correram, e ela estava devagar pelo fato de estar com
botas, ele a pegou em sua mão e a puxou para perto do seu corpo, as luzes se
apagaram por todo o parque, não dava para ver nada além da tempestade, eles
ficaram em um quiosque que estava a quinhentos metros.
– Quer que eu a deixe em casa? Estou de
carro. – Perguntou Kályton sendo altruísta.
– Sim, se não for da muito problema. –
Respondeu ela.
– Qual é seu nome?
– Ariel – Respondeu.
– O meu é Kályton. – E deu um sorriso
gracioso.
Correram mais de uma hora até o
estacionamento onde estava o carro, ele pegou a chave e ficou dentro do carro
por um tempo com ela, ela disse onde morava e colocou suas coisas no banco de
trás, ela sentou e ficou no carona, Kályton ligou o carro e saíram em direção à
cidade, no trajeto percebeu que estava sem gasolina, olhou para o ponteiro que
dizia “na reserva” de repente o carro
se mexeu por completo e ficou estático na lama, ele teve que descer, viu que
estava atolado na lama, teve a idéia de ir a um posto que ficava a dois
quilômetros dali, ela não permitiu que ele fosse sozinho, então o acompanhou,
tudo estava em um breu, não dava para ver quase nada a chuva tapara tudo, dava
apenas para escutar o barulho da noite e das gotas de águas. Quando em uma sensação
como se tivessem sendo observados. Eles começaram a andar de presa, e quando
perceberam estavam correndo, um urso apareceu na frente deles quando um raio e
relâmpago deu-se um estrondo no céu, eram um casal, o urso negro e de uns dois
metros e meio, com unhas enormes e um rugir devastador e tenebroso, deu uma
arrancada para frente e arranhou o braço de Ariel, ela caiu na lama
desacordada, Kályton em um pulo a pegou nos braços e viu que ela sangrava, ele
sem pensar pegou um galho pedaço de arvore caída no chão de uns setenta centímetros
que estava não muito longe e arremessou no urso, ele se assustou e saiu
correndo, Kályton lembrou que tinha uma arma no carro, embora tivesse andado
uns setecentos metros, mesmo assim, tremendo voltou e pegou, avistou o urso e
sem pensar atirou nos dois, pegou o celular e ligou para emergência que logo os
socorreram.
Ele ficou
acordado até ver que Ariel passava bem, Ela abriu o olho na manhã seguinte, ele
se aproximou muito cansado, pois ficou a noite toda acordado, ele pegou na mão
dela e disse que o vôo para Brasil sairia nessa mesma tarde, ela ficou três dias
no hospital e passa bem. Voltou a Porto Alegre se sentiu culpado por algumas
semanas por ter matado dois ursos e deixado uma grande amiga, entretanto sabia
que tinha agido de má fé. Por diversas noites passou em claro pensando em Ariel,
trocaram alguns emails. Tornaram-se grandes amigos, mas Kályton voltou a
trabalhar na sala dele como sempre na Letras & Cia.terça-feira, 20 de novembro de 2012
Biografia
Clarice Lispector
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Viver e escrever - Clarice Lispector
“Quando comecei a escrever, que desejava eu atingir? Queria
escrever alguma coisa que fosse tranqüila e sem modas, alguma coisa
como a lembrança de um alto monumento que parece mais alto porque é
lembrança. Mas queria, de passagem, ter realmente tocado no monumento.
Sinceramente não sei o que simbolizava para mim a palavra monumento. E terminei escrevendo coisas inteiramente diferentes.”
“Não sei mais escrever, perdi o jeito. Mas já vi muita coisa no mundo. Uma delas, e não das menos dolorosas, é ter visto bocas se abrirem para dizer ou talvez apenas balbuciar, e simplesmente não conseguirem. Então eu quereria às vezes dizer o que elas não puderam falar. Não sei mais escrever, porém o fato literário tornou-se aos poucos tão desimportante para mim que não saber escrever talvez seja exatamente o que me salvará da literatura.
O que é que se tornou importante para mim? No entanto, o que quer que seja, é através da literatura que poderá talvez se manifestar.”
“Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”.
“Não sei mais escrever, perdi o jeito. Mas já vi muita coisa no mundo. Uma delas, e não das menos dolorosas, é ter visto bocas se abrirem para dizer ou talvez apenas balbuciar, e simplesmente não conseguirem. Então eu quereria às vezes dizer o que elas não puderam falar. Não sei mais escrever, porém o fato literário tornou-se aos poucos tão desimportante para mim que não saber escrever talvez seja exatamente o que me salvará da literatura.
O que é que se tornou importante para mim? No entanto, o que quer que seja, é através da literatura que poderá talvez se manifestar.”
“Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
A Esplêndida concebida
Seus longos cabelos trançados até o ombro esquerdo, seu
cheiro de rosas frascas no jardim, o seu sussurrar meu nome me faz arrepiar a
alma, fico arquejando milhares de momentos passados juntos, nossas mãos no
mesmo embalo, respiração na mesma freqüência, nossos passos na mesma cadência.
Às vezes saio da realidade e me transporto ao seu lado,
já percebi que não posso ficar tão longe que começo a sentir teu cheiro que
passa de você pra mim nitidamente.
Enquanto escuto você, eu vejo os brilhos em seus olhos,
seu sorriso tímido e seu olhar como se me amasse, em tua face eu vejo à esplêndida concebida, nossos ensaios performáticos,
mas às vezes parece realmente que já ensaiamos.
Eu acho que estou
apaixonado e gostando realmente de você, da forma que você é, eu vou codificar
você numa constância que só agente sabe. Eu fiz esse poema para poder te
encontrar em mim.
Adoro esse seu jeito de correr de mim e o timbre da sua
voz que fica me dizendo coisas tão amáveis, e que me faz rir dizendo que estou
aqui porque nós dois somos iguais, as vezes penso que você já tinha o meu prontuário
de instruções porque decodifica os meus sonhos, porque você sabe o que eu
gosto, porque quando você me abraça o mundo parece parar.
Esse tempo é só nosso e ninguém registra a cena, de
repente vira um livro todo cheio de discrições plausíveis. Eu estou incondicional
e irrevogavelmente
apaixonado por você.
apaixonado por você.
A Bela Dama Sem Piedade
John Keats
(1795--1821)
Oh! O que pode estar perturbando você, Cavaleiro em armas,As sebes tem secado às margens do lago,
Oh! O que pode estar perturbando você, Cavaleiro em armas?
A toca do esquilo está farta,
Eu vejo uma flor em sua fronte,
E em sua face uma rosa sem brilho e frescor
Eu encontrei uma dama nos campos,
Seu cabelo era longo e seus passos tão leves,
Eu fiz uma guirlanda para sua cabeça,
Ela olhou para mim como se amasse,
Eu a coloquei sobre meu cavalo e segui,
Pelos caminhos ela me abraçou, e cantava
Ela encontrou para mim raízes de doce alívio,
E em uma estranha linguagem ela disse...
Ela me levou para sua caverna de fada,
E lá eu fechei seus selvagens olhos
Ela ela cantou docemente para que eu dormisse
O último dos sonhos que eu sempre sonhei
Eu vi pálidos reis e também príncipes,
Eles gritaram..."A Bela Dama sem Piedade
Eu vi seus lábios famintos e sombrios,
E eu acordei e me encontrei aqui,
E este é o motivo pelo qual permaneço aqui
Descuidadamente através das sebes às margens do lago,
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Egoísta
As letras de alguma forma me ajudaram a encontrar quem sou mostra-me uma forma tênue de dizer meus mais belos e monstruosos pensamentos e desejos, me refugo nelas, embora precise de alguém que me de um retorno daquilo que escrevo, eu olho e só me vejo em cada texto, poema e citação que eu escrevo, eu sinto como se tivesse saindo de mim um fragmento. Não um retorno de satisfação ou critica, mas uma revelação daquilo que realmente eu sou, Quando eu só escrevo, apenas eu irei ler minhas próprias palavras, pensamentos, reflexões, angustias e personalidades. Elas não serão sinceras em dizer quem realmente eu sou. Tornar-me-ei uma pessoa cada vez mais egocêntrica e fracassada. Onde nunca saberei o que eu transpareço através dos meus versos.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
58º Feira do Livro
Havia acordado naquela manha de segunda, no entanto às onze horas da manhã, tinha que me arrumar rapidamente para ir ao centro para trabalhar na feira do livro, embora eu não tivesse nada no estomago, eu corri em direção à parada de ônibus, o dia estava nublado e ameno, fazia calor e frio ao mesmo tempo, ao correr sentia o cheiro da manhã e das flores ao redor da minha rua, o vento leve e quase sem vida soprava em meu rosto, sentia meus cabelos molhados flutuando, a aflição em meu coração pelo fato de ter uma opção diferente em meu trabalho, meus passos se tornaram mais longos e quando me vi estava correndo. Chegando à parada logo o ônibus veio, foi quando sentia que muita fome estava não havia comido nada, começamos a andar, sentia como se cada metro percorrido fosse uma deixada para trás, vendo o mundo contra maré, o sol tímido ao longe sai aos poucos, queria que o ônibus não pudesse parar e seguir em frente, logo eu cheguei ao centro e sai em disparada ao shopping, comprei um sanduíche e desci as escadarias em uma velocidade acentuado, mas deu tempo de chegar bem em cima da hora.Deu meio dia e trinta e a feira do livro estava oficialmente aberta um sino estrondoso soou dizendo que poderíamos começar as vendas, a banca estava posicionada em um dos corredores na sete de setembro, ela estava aberta e bem situada, a cima de mim uma voz doce feminina performática e linda soava dizendo que a feira estava aberta, as pessoas começam a chegar e pegar os livros, perguntar os preços. Podia sentir o cheiro de cultura, arte e inspiração no ar da praça da alfândega no cetro histórico de Porto Alegre. Barulhos mútuos das pessoas e das paginas dos livros, o cheiro de livro novo, as pessoas ponderam qual novo mundo vão levar, qual historia e época querem viajar e viver, dentro de cada pagina uma nova realidade a se expressar, passando por bancas em bancas procurando encontrar o que os fazem desejar seus imaginários e como se cada pagina fosse uma descoberta. A feira se localizada na praça onde as arvores parecem o céu tocar ao lado de grandes arranha-céus épicos e históricos que formam o centro de Porto Alegre uma cidade encantadora e inspiradora, onde se respira arte onde cada olhar se parece uma grande tela tecida pelas mãos de Deus inspiradas nos dedos humanos, com tantos grunhidos de passos e vozes eu escuto um canto fraco e não muito alto, atrás de mim vejo um belo pássaro dançando no jardim e a ficar a cantar e se torna uma bela melodia, algumas pessoas sentam nos bancos e eles não se importam com os pássaros, um homem abre um livro é como se eu pudesse o verele levitando e saindo para outra época, dimensão, pessoas, cultura, língua e outras nações.Escuto proferir de cada pessoa uma forma diferente de falar, o sotaque variado do Brasil nordeste, norte sudeste e sul e eu claro do centro oeste. Isso só pode ser medido e atraído pelo mundo da leitura, sem muito conhecer, mais os livros nos atrai e nos fazem parecerem amigos de longa data, as historias nos uni e nos atrai a viver um mundo invisível, porem imaginário. O sol sai tímido do céu, entre as arvores aterrissa e faz na grama rigidamente cortada uma coloração entre amarelo vivo e verde natural, junto o calor que me faz parecer derreter, contudo sinto o amor e o cuidado de Deus com minha vida, sinto um belo e fraco vento gélido em minhas costas que me faz voltar a respirar normalmente por alguns instantes. Quando de repente vejo quatro pessoas que não estavam falando nada, apenas assinalava para os livros, eu percebi que eram surdos, logo comecei a falar com eles e nos tornamos amigos ali mesmo, pois como disse a arte de ler e a expressão dos livros nos atrai. Disse meu nome e meu sinal e eles o mesmo. O sanduíche que eu havia guardado eu fui comê-lo. Depois à hora parecia ter corrido então logo veio um vento forte e o céu se fechou, pequenas gotas caiam do céu e molhava a terra e a grama fazendo sentir a tênue cheiro de chuva, molhava tudo em volta, as pessoas saiam correndo, ela de fato espantou nossos clientes. – Mais não a amaldiçoe. – Disse para eu mesmo. E assenti com a cabeça e continuei a desejá-la, fui comer o lanche da tarde quando comecei a ouvir uma bela musica de Mozart de fundo, foi o momento mais tênue que podia sentir naquele dia, os violinos arquejavam de uma forma que eu podia ir ao mesmo embalo, então parei e pensei: – Musica clássica de qualidade, livros e chuva? Isso é cultura isso é Feira do Livro.
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