Era
um dia lindo de outubro, Kályton podia sentir a primavera de todas as formas,
ele foi visitar um parque de Laurentides
Wildlife Reserve no dia quatro, A
reserva fica uns quarenta minutos de distancia da sua casa local. Quando chegou
estacionou o carro e foi caminhando para dentro das arvores, era distinto e
enorme a vasta quantidade de espécies de arvore naquele lugar, enormes e com
cheiro de mato, era como se ele pudesse ser primata selvagem por alguns
estantes, ele via o sol das três horas da tarde entre as frondosas arvores do
norte de Quebec no Canadá, avistou ao longe um grande rio, foi seguindo em
direção, não havia muitas pessoas nesse dia na reserva, ele se aproximou das
rochas que ali perto se encontrava e ficou a contemplar as águas que desciam nessa
época do ano das geleiras nas montanhas do norte do parque, elas derretiam e se
encontravam com outras correntezas de nascentes de água, ele ficou estático
quando sentiu que uma breve brisa com cheiros de ervas doces se aproximou, ele
imaginou que fosse algum tipo de miragem, mas não, era um lindo jardim Grands-Jardins National Park localizado no Lac-Pikauba Território desorganizado. Tênue e milimetricamente esquadrinhado,
Kályton viu as flores dançando com o vento, formando uma extensa quantidade de
cores ate onde a vista alcançava o aroma agradabilíssimo o fez sair um belo
sorriso metálico em seu rosto. Pareciam que era criada com amor e muito cuidado,
independentes e fortes, ao longe viu uma garota. Ele se aproximou da jovem que
estava de costas para ele.
– Olá? – Disse Kályton tímido. – Quem é
responsável por essa linda obra? Quero congratular por tanto amor e cuidado com
cada detalhe depositado nesse jardim.
– Ola. – Ela virou com um sorriso lindo,
seus cabelos eram em tom de laranja de tão ruivos que eram, descia em seu contorno
até o ombro esquerdo formando uma belíssima trança, sua roupa era de um amarelo
de jardinagem, usava belas botas de jardim também, seus olhos em tom de cinza, mas
com um brilho notável, ela abriu um sorriso atraente, o sol estava quase se
pondo. – Sim, sou eu mesma. – Respondeu com gentileza.
Eles se olharam por alguns segundos, e
foram caminhando para perto do rio novamente, as águas estavam escuras e o céu
em estantes estava escurecendo, estava em uma aquarela de cores o pôr-do-sol, eles
conversaram de coisas de interesses próprios, desnecessários, sem motivos,
pessoais e continuaram ate o sol se pôr. Depois de alguns estantes de
intimidade, eles perceberam que estava ficando escuro, ela era gentil e
delicada, tinha uma risada envolvente, ele percebeu em poucas palavras algo que
o fazia quer ouvi-la mais, ela contou a historia do local, tinha paixão em suas
palavras, ela falava com simplicidade e autenticidade, disse dos seus medos e
inseguranças, ela disse que não tinha medo de morrer, pois anseia pela
eternidade, não tinha medo de ser jogada do alto, pois amava queda livre, não
tinha medo de criticas, pois era sua melhor resposta, ela esta vivendo apenas
para cumprir o propósito de ser quem ela mesma é, embora ela mesma fosse à
resposta, não tinha medo de tempestades porque sabia que um dia o sol
apareceria, o sofrimento é moldador, nos mostra quem nós somos e nos permite
achegar perto do que podemos nos tornar. Ela começou a chorar quando Kályton
dizia que a admirava, era difícil de acreditar nas palavras dele, todos olhavam
apenas para as flores, jardim e montanhas e nunca para o criador a quem fez
tudo aquilo. As nuvens pareciam carregadas e escuras, ela o chamou acenando com
a mão, ele estendeu a mão a ela, eles foram caminhando por uma trila sinalizada
por luzes a beira do rio, de repente começa a cair pequenas gotas de água nos
rostos deles, em poucos segundos aquilo se formara numa tempestade terrível e
com muitas ventanias, correram, e ela estava devagar pelo fato de estar com
botas, ele a pegou em sua mão e a puxou para perto do seu corpo, as luzes se
apagaram por todo o parque, não dava para ver nada além da tempestade, eles
ficaram em um quiosque que estava a quinhentos metros.
– Quer que eu a deixe em casa? Estou de
carro. – Perguntou Kályton sendo altruísta.
– Sim, se não for da muito problema. –
Respondeu ela.
– Qual é seu nome?
– Ariel – Respondeu.
– O meu é Kályton. – E deu um sorriso
gracioso.
Correram mais de uma hora até o
estacionamento onde estava o carro, ele pegou a chave e ficou dentro do carro
por um tempo com ela, ela disse onde morava e colocou suas coisas no banco de
trás, ela sentou e ficou no carona, Kályton ligou o carro e saíram em direção à
cidade, no trajeto percebeu que estava sem gasolina, olhou para o ponteiro que
dizia “na reserva” de repente o carro
se mexeu por completo e ficou estático na lama, ele teve que descer, viu que
estava atolado na lama, teve a idéia de ir a um posto que ficava a dois
quilômetros dali, ela não permitiu que ele fosse sozinho, então o acompanhou,
tudo estava em um breu, não dava para ver quase nada a chuva tapara tudo, dava
apenas para escutar o barulho da noite e das gotas de águas. Quando em uma sensação
como se tivessem sendo observados. Eles começaram a andar de presa, e quando
perceberam estavam correndo, um urso apareceu na frente deles quando um raio e
relâmpago deu-se um estrondo no céu, eram um casal, o urso negro e de uns dois
metros e meio, com unhas enormes e um rugir devastador e tenebroso, deu uma
arrancada para frente e arranhou o braço de Ariel, ela caiu na lama
desacordada, Kályton em um pulo a pegou nos braços e viu que ela sangrava, ele
sem pensar pegou um galho pedaço de arvore caída no chão de uns setenta centímetros
que estava não muito longe e arremessou no urso, ele se assustou e saiu
correndo, Kályton lembrou que tinha uma arma no carro, embora tivesse andado
uns setecentos metros, mesmo assim, tremendo voltou e pegou, avistou o urso e
sem pensar atirou nos dois, pegou o celular e ligou para emergência que logo os
socorreram.
Ele ficou
acordado até ver que Ariel passava bem, Ela abriu o olho na manhã seguinte, ele
se aproximou muito cansado, pois ficou a noite toda acordado, ele pegou na mão
dela e disse que o vôo para Brasil sairia nessa mesma tarde, ela ficou três dias
no hospital e passa bem. Voltou a Porto Alegre se sentiu culpado por algumas
semanas por ter matado dois ursos e deixado uma grande amiga, entretanto sabia
que tinha agido de má fé. Por diversas noites passou em claro pensando em Ariel,
trocaram alguns emails. Tornaram-se grandes amigos, mas Kályton voltou a
trabalhar na sala dele como sempre na Letras & Cia.
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