segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Trovador de idéias
Nariz de italiano,
coração de pastor, alma de poeta.
São frases que me
fazem contemplar, aquilo que me faz esperar.
Em ver desenhar um
horizonte em palavras parece riscar,
Cria formar que me
faz desejar o mundo encontrar,
Fazem de seu
coração fragmentos de sentimentos e emoção.
Mestre em perceber
aquilo que o belo se faz ver,
Se disser que ver
pode ser o mesmo que sentir é o que me faz refletir
Uma forma inefável,
que se torna palpável
São seus versos
que criam formas e me leva para fora da órbita.
Tão rápido tão
fácil e tão natural se fez um menino normal,
Que ao perceber o
seu real ser um homem poeta e racional.
Fez aventuras e fabula
criarem formas, correr sobre a grama sempre te reforça,
Uma forma épica de
dizer o que sente sem deixar o que realmente entende.
Luciano firme
menino pastoreando o seu paraíso,
Dando amor e
cuidado. Sendo a luz ao seu lado.
Luciano ao olhar
sua coragem e bravura me fez inspirar
Não tenho nada a
desejar aos meus versos flutuar,
Porem seus olhos
sempre vão se perder no mar.
Olho vivo
Vi-me por anos
achando que estava livre,
Mas o que
realmente pode ser a liberdade?
Já que a verdade é uma percepção da realidade,
O que se torna uma mentira de verdade.
Estava cego, sem
ver nada a minha frente ao certo
Mas uma nuvem arrebatadora
veio sobre mim
Era como uma voz
de muitas águas percebi.
Eu cai de medo,
sabendo que era receio,
Ele gentilmente
esquadrinhando a minha mente
Revelou-se, disse
que era meu redentor
Ele era meu Deus
meu criador.
Disse que só
existe uma verdade
Na qual essa
devera ser minha realidade,
Ela falou das
minhas vivencias
Que se tornaram
experiências
Eu só tenho que
confiar,
Mas como posso
interpretar?
Ele me fez ver que
não tenho que me prender,
E nem esquecer,
Duvidar, criticar
e determinar é o que eu mais penso eu falar
Suas verdades são
absolutas e as minhas inseguras
Então comecei a
proferir o que almejei,
No silencio me
calei, nada falei, apenas escutei.
Em um estampido
Ele disse que eu estava errado
Que precisava
ficar calado
Mas estava muito inspirado.
Estava por anos
ouvindo uma voz ofuscada,
Ouvi dizer que não
podia exercer aquilo que Ele me fez crescer,
Que não deveria
sonhar aquilo que Ele me fez um dia almejar,
Não poderia falar,
pois as palavras me faziam tropeçar,
Mas disse que não
ia me calar.
Demandei, orei,
esquadrinhei e bradei,
Então Ele pegou a
minha mão e olhei em Teus olhos como chamas de fogo,
E confiei, entendi
que a verdade que recebo
Tem que ser falada
e vista por aquEle que é
O único caminho,
verdade e vida.
Em fim me vi novamente
no mesmo lugar, nada havia mudado
Ao meu reparar
Mais minha
percepção me fez duvidar
Com que minha razão se fez definhar.
Então segurei em
minha mão direita a sua verdade
Para que eu não a
desprezasse e nem me esquecesse.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Implícito
Porém simplicidade elaborada
Não como atitude covarde, que não explora e não desbrava
E por tal revolução não vejo a hora
Precisamos todos aprender,
a ver na luta uma vitória,
a dolorosa labuta fazendo nossa história
a ver no simples o complexo
como no espelho convexo o direto se torna espalhado, diversificado
mas sem perder o foco, com uma lente se chega ao desejado
Precisamos não somente ver, mas enxergar, e com atenção analisar
O mundo em que vivemos de mazelas é cheio
Ótimo assunto para prolongados devaneios
A questão é que nem todos são capazes,
se com atenção observar, e captar
a raiva atrás das pazes, o mundo tranformando em fases
o portugues perdendo as crases
A vida girando e rodopiando
O planeta em órbita constante
Em torno do sol rodeando
Livre de todo comportamento errante
O implicito em cada singelo ato
que nao pode ficar livre de relato
e este estado verdadeiramente anelo
por um mundo melhor, mais sincero
com muita esperança espero
O raio-x na vista comum
Todos observando,
na simplicidade o mundo, a vida
em corriqueira fala, a implicita voz que não cala
Vamos, então
incentivar essa necessária revolução
por um mundo mais vivido
mais compreendido
por essas tolas mentes
que sem perceber, passam a vida brevemente.
Manola Bro.
As crônicas existentes: Aspiração
Ela se diz minha amiga, mas me trata e me olha com
desejo, ela fala como se me amasse. Eu me
perco em saber o que sentir ou ate mesmo em que pensar, estamos próximos e
longe ao mesmo tempo, ela muda de emoção como se muda roupa. Era uma segunda
feira chuvosa em Porto Alegre, estava sem humor nesse dia, ela me perguntou
umas três vezes se eu estava em, eu a respondi que sim, pois de fato estava
apenas o meu normal que às vezes fico na frente de uma maquino longe de qualquer
rastro de seres humanos.
Estava cansado
e frio, normal vindo de mim, minha pele gélida se encontrou com seu corpo em
chamas, estávamos no segundo andar do prédio, tinha alguns conhecidos no locou,
eu a chamei e saímos da sala onde estávamos com o resto das pessoas, nós dois
nos sentamos na escadaria, e estávamos conversando, ela estava próxima a
suficiente para eu envolver ao meu corpo, ela esta a cima um degrau a mais que
eu, não queria que as pessoas soubessem que estávamos tendo um encontro.
Nossas conversas
não saíram muito do lugar, ela realmente é quente e eu sou frio, ela gosta de
sol e eu da chuva. Fiquei ponderando seus movimentos de sedução, eu peguei
sorrateiramente em sua mão quente, eu senti o fervor de sua mão passar para
minha, quando a coloquei mais perto, a envolvi em meus braços, como que nada
poderia me tirar dali, eu a pus no mesmo nível que eu na escada, ela estava com
medo e apreensiva de que alguém poderia chegar e nos ver.
Eu dei
segurança, disse que saberia quando alguém viria, pois eu ia sentir o vibrar da
escada. Eu a beijei, lentamente, meu lábios foi ao encontro de seu rosto liso e
quente. Continuei beijando todo seu rosto e me envolvia cada vez mais próxima do
meu corpo, ela sorria, eu tentei algo novo nessa nossa “amizade” perguntei se
eu podia mordê-la. Ela assentiu com a cabeça, retirou seus longos cabelos que o
envolvia seu pescoço, me veio seu cheiro, eu dei um breve beijo e logo em
seguida a mordi tênue, ela se arrepiou e deu um sorriso de aprovação, então eu
o mordi mais uma vez, fui subindo ate seus lábios. Fitei seus olhos, era de desejo,
porém me contive em não dar seguimento à carne, eu a respeitei e dei um beijo
em seu rosto, me afastei um pouco e ficamos conversando cosias que não faziam importância.
Eu senti o
vibrar da escada, mais a pessoa subiu muito rápido quando de repente eu disse. –
Seu pai! – Ele virou e nos olhou com ódio. Meu coração parou, meu interior
estava mudo. Ele ficou em nossa frente e não disse nada. Aqueles segundos
viraram horas. Ele me fitou e desviou o olhar e acenou com a mão como um “oi”
eu não respondi estava estático, imóvel, ele estava sem emoção e sentimento.
– Posso dar
tchau para as meninas? – Ela perguntou.
– Não!
Eles saíram escadaria
a baixo. Eu por segundos fiquei parado, depois passou um vídeo de tudo que
aconteceu. E me pus de pé, comecei a andar sem piscar até chegar à sala onde se
encontrava duas amigas, eu as cheguei perguntaram se eu estava bem, eu não
respondi, estava buscando em sentimento, uma emoção para sentir diante do que
tinha acontecido. Eu cai no chão fiquei parado lá, senti lagrimas tomarem meu
olhos, mas não as permite que continuasse, fiquei lá caído no chão gelado. Pensando
nas piores coisas que o “monstro” do pai dela poderia fazer, tranca - lá na
masmorra. Uma das amigas presentes me chamou e me deu um abraço. E disse que
ficaria tudo bem. Ela tinha achado que nos beijamos. Mais eu tive que explicar
todo a historia a elas. Disse muitas cosias a respeito dela que eu achei
estranho, fiquei triste e sem saber. Mais uma coisa eu sabia, deveria parar de
me enganar, não vou me afastar, pois isso provaria que não tenho maturidade de
resolver as coisas devidas. Agora vamos ser amigos de verdade. Vou tratá-la
como uma das minhas amigas nada de especial.
Mas depois me
recuperei, voltei em mim e disse que essas coisas fazem parte e que esta muito
cedo para me relacionar com pessoa que tem muito que viver!
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