Fazia escuro lá fora. Naquele inverno, a chuva parecia não ter fim e caía demasiadamente constante, em Porto Alegre. Era estranho experimentar uma sensação de escuridão tão cerrada, o dia teria diminuído. Pela primeira vez não tive vontade de sair de casa, permanecia-me ali. Peguei um papel e escrevi apenas uma palavra "constância". Um dia eu saberia que não seriam necessários versos nem rimas, uma só palavra seria suficiente desde que bem declinada e descrita.
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