(...) Já aconteceu de eu quase chorar por ter tropeçado na rua, por uma
coisa à toa. É que, dependendo da dor que você traz dentro, dá mesmo vontade de
aproveitar a ocasião para sentar no fio da calçada e chorar como se tivéssemos
sofrido uma fratura exposta. Qualquer coisa pode servir de motivo. Chorar
porque fomos multados, porque a empregada não veio, porque o zíper arrebentou
bem na hora de sairmos pra festa. Que festa, cara-pálida? Por dentro, estamos
em pleno velório de nós mesmos, chorando nossa miséria existencial, isso sim.
Não pretendo soar melodramática, mas é que tem dias em que a gente inventa de
se investigar, de lembrar-se dos sonhos da adolescência, de questionar nossas
escolhas, e descobre que muita coisa deu certo, e outras não. Resolve pesar na
balança o que foi privilegiado e o que foi descartado, e sente saudades do que
descartou. Normal, normalíssimo. São aqueles momentos em que estamos nublados,
um pouco mais sensíveis do que gostaríamos, constatando a passagem do tempo.
Então a gente se pergunta: o que é que estou fazendo da minha vida? Vá que tudo
isso passe pela sua cabeça enquanto você está trabalhando no computador. De
repente, a conexão cai, e em vez de desabafar com um simples palavrão, você faz
o quê? Cai no berreiro. Evidente. Eu sorrio muito mais do que choro, razões não
me faltam para ser alegre, mas chorar faz bem, dizem. Eu não gosto. Meu rosto
fica inchado e o alívio prometido não vem. Em público, então, sinto a maior
vergonha, é como se estivesse sendo pega em flagrante delito. O delito de estar
emocionada. Mas emocionar-se não é uma felicidade? Neste admirável mundo de
contradições em que a gente vive, podemos até não gostar de chorar, mas
trata-se apenas da nossa humanidade se manifestando: a conexão do computador, às
vezes, cai; por outro lado, a conexão conosco mesmo, às vezes, se dá. Sendo
assim, sou obrigada a reconhecer: chorar faz bem, não importa o álibi. É sempre
a dor do crescimento.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Clarice Lispector
“Claro
que se o dinheiro falta, se a saúde vacila, se o amor arma alguma cilada, seu
desejo de rir será pouco. Mas combata a depressão. Cultive o bom humor, como
quem cultiva um bom hábito. Esforce-se para ser alegre.
Afaste os sentimentos mesquinhos que provoca o despeito, a inveja, o sentimento de fracasso, que são origem de infelicidade.
Adote uma filosofia otimista, eduque-se para ser feliz”. (...)
Afaste os sentimentos mesquinhos que provoca o despeito, a inveja, o sentimento de fracasso, que são origem de infelicidade.
Adote uma filosofia otimista, eduque-se para ser feliz”. (...)
Tattooing - tatuagem
Sábado, 13 de abril, 2013.
Esse dia foi um grande marco em minha vida, não é muito comum falar de
avivamento nos dias de hoje nos cultos, ainda mais de jovem, mais é evidente
que é um assunto importe pela frieza geral que enfrento nos dias de hoje na
igreja, mas Deus me surpreendeu e me revelou a Tua gloria. Foi dito para irem
para frente às pessoas que queriam mais de Deus, eu, claro que fui. Quando estava
de joelhos e orando e buscando a Deus, o ministro disse para levantar a mão às
pessoas que tinha um pecado que não conseguia se livrar, eu em choque, fiquei
com muita vergonha de levantar a mão depois que eu estava no chão, ainda na
frente, uma onda de vexame passou por minha alma. Eu realmente não queria me expor,
então com muita dor e sofrimento eu levantei a mão e fiquei em silencio,
demorou um tempo, achei que ninguém ia orar por mim, então veio alguém cheia do
Espírito Santo.
Ela se ajoelhou e ela começou a orar, eu
também como um bom cristão, mas eu estava saindo da esfera natural na qual estava
eu não sentia quase nada, era meu espírito que respondia. Foi uma grande noite
de libertação em minha vida aquela noite, algo sobrenatural de Deus, contra
todos os demônios que atordoavam minha mente, todos os corredores escuros de
minha mente sombria, as gavetas mais trancadas, das cartas mais esquecidas de
minha vida, de sentimentos mais disfarçados do meu comportamento humano. Eu sentia
algo em meu coração, uma agulha me marcava como uma tatuagem era palpável a
presença de Deus, eu não parava de chorar, foi revelado tudo. Deus estava me
marcando aquele dia. Demorou um tempo para que eu voltasse ao mundo natural.
Deus, I'm here.
Deus, eu verdadeiramente sinto que os dias
estão passando pelos meus dedos como as águas que outrora havia me falado. Estou
te obedecendo de todo coração, mesmo que às vezes eu coloque coisas que ocupam
o lugar do Espírito Santo em minha vida, coisas que às vezes me afasta de Ti, eu
quero mais e fazer mais a tua vontade, mas acho que tenho que estar onde estou no
momento, sobre e a carta que eu recebi de Ti eu realmente fiquei feliz,
discernimento espiritual era tudo que eu precisava para entender as cosias que
estão acontecendo em minha vida, isso me serve como animo para continuar com
tudo. Eu sinto muita dor em ter ti traído, mas alguém tinha que morrer, isso
foi tão fatal e doloroso aos meus olhos humanos, eu sei que eu não tenho nada,
que minha vida não é minha na verdade, e que meu corpo não pertence a mim, eu
sei que meu corpo, alma e espírito pertencem para sempre e eternamente a ti, ultimamente
muitas coisas mudaram. Eu tenho tantas vontades e desejos, vontades e escolhas,
mas eu coloco todas em tuas mãos de amor.
O SENHOR sabe muito bem, eu sou de confiar
e de muita confiança, mas acho que falar o que anda acontecendo não seria uma
forma fácil de fazer. Mesmo sabendo que isso não mudaria nada nos fatos, pois apesar
de tudo Tu sabes de tudo :) e cometer isso iria me ferir um pouco, mas todos
erram e eu tenho que ter caráter de assumi-los de alguma forma, acho que isso é
o que vai me diferenciar. Não tenho medo da reação, ela nunca será negativa, de
tudo tem como tirar o lado bom! Até a morte tem o lado bom. :)
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Alone [sozinho]
Nos últimos tempos ele realmente pode ver que não tinha nenhum
controle do seu corpo, alma e espírito. Que assim como ele deu sua vida para
Deus, já não pertencia a ele, suas escolhas eram Dele. Deus na sua infinita
sabedoria lhe mostrou isso, mas acho que ele ficou, no entanto com medo até de
mais. Seu corpo tornou se a nada, Deus o fez a reduzir a nada, ficou estático
sem ação e movimento, ele perdeu os sentidos e o domínio do corpo. A sua
proteção se tornou um cárcere para seu relacionamento, era como se ele fizesse
tudo para ela odia-lo, tinha se perdido na martirizarão, e se tornou um campo
de concentração para a pessoa que mais o amou nesse tempo. Ele sente que está a
perdê-la, ele tem mesmo que se entregar, a saber, e que o que passou já não faz
parte do seu presente. Deus lhe disse que o fez limite na vida ela. Devo dizer
que ele estava muito ferido com tudo que aconteceu, suas ações não correspondia
com o seu coração, ficou por um tempo sem entender, até que do céu veio à
resposta, precisava incriminar-se, tirar o que o prendia.
Então ele foi ao encontro do seu grande amor. Mas ela por
outro lado tinha se ferido com a frieza que ele fizera sentir nesse tempo tortuoso,
muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, de fato ele não é um super-herói, não
discordo do amor que ele tem por ela. Ele entende que terá que mudar de
atitude, mudar de mente, arrepender e voltar a olha-lha com amor e cuidado,
como antes. A dor que ele sente me parece ser superadora, ele é tão comum como grama
de jardim. Nesse encontro eles entraram em um concordata de que se amariam, sem
nenhuma intervenção a não ser da parte de Deus.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Alvo
Era tudo
eterno, não sei como explicar, tudo era branco e eterno, não tinha tempo, lugar,
pessoas, eu de fato não sei como explicar, tinha alguém que também era eterna,
era Deus, eu não sei explicar como era Deus, eu me vi em um lugar puro, branco,
mais branco do que o branco que eu já vi em toda minha vida, Deus me levou para
um lugar onde eu podia falar com Ele, Ele me deu uma carta, que o envelope era
branco, eu abri e a carta era branca com uma a escrita preta. Não sei em que língua
estava escrito, mas isso me chamou atenção, estava escrito “Discernimento Espiritual”.
Deus me deu um presente. Quando eu acordei já era de manhã.
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