quarta-feira, 14 de novembro de 2012

58º Feira do Livro



Havia acordado naquela manha de segunda, no entanto às onze horas da manhã, tinha que me arrumar rapidamente para ir ao centro para trabalhar na feira do livro, embora eu não tivesse nada no estomago, eu corri em direção à parada de ônibus, o dia estava nublado e ameno, fazia calor e frio ao mesmo tempo, ao correr sentia o cheiro da manhã e das flores ao redor da minha rua, o vento leve e quase sem vida soprava em meu rosto, sentia meus cabelos molhados flutuando, a aflição em meu coração pelo fato de ter uma opção diferente em meu trabalho, meus passos se tornaram mais longos e quando me vi estava correndo. Chegando à parada logo o ônibus veio, foi quando sentia que muita fome estava não havia comido nada, começamos a andar, sentia como se cada metro percorrido fosse uma deixada para trás, vendo o mundo contra maré, o sol tímido ao longe sai aos poucos, queria que o ônibus não pudesse parar e seguir em frente, logo eu cheguei ao centro e sai em disparada ao shopping, comprei um sanduíche e desci as escadarias em uma velocidade acentuado, mas deu tempo de chegar bem em cima da hora.
Deu meio dia e trinta e a feira do livro estava oficialmente aberta um sino estrondoso soou dizendo que poderíamos começar as vendas, a banca estava posicionada em um dos corredores na sete de setembro, ela estava aberta e bem situada, a cima de mim uma voz doce feminina performática e linda soava dizendo que a feira estava aberta, as pessoas começam a chegar e pegar os livros, perguntar os preços. Podia sentir o cheiro de cultura, arte e inspiração no ar da praça da alfândega no cetro histórico de Porto Alegre. Barulhos mútuos das pessoas e das paginas dos livros, o cheiro de livro novo, as pessoas ponderam qual novo mundo vão levar, qual historia e época querem viajar e viver, dentro de cada pagina uma nova realidade a se expressar, passando por bancas em bancas procurando encontrar o que os fazem desejar seus imaginários e como se cada pagina fosse uma descoberta. A feira se localizada na praça onde as arvores parecem o céu tocar ao lado de grandes arranha-céus épicos e históricos que formam o centro de Porto Alegre uma cidade encantadora e inspiradora, onde se respira arte onde cada olhar se parece uma grande tela tecida pelas mãos de Deus inspiradas nos dedos humanos, com tantos grunhidos de passos e vozes eu escuto um canto fraco e não muito alto, atrás de mim vejo um belo pássaro dançando no jardim e a ficar a cantar e se torna uma bela melodia, algumas pessoas sentam nos bancos e eles não se importam com os pássaros, um homem abre um livro é como se eu pudesse o verele levitando e saindo para outra época, dimensão, pessoas, cultura, língua e outras nações.
Escuto proferir de cada pessoa uma forma diferente de falar, o sotaque variado do Brasil nordeste, norte sudeste e sul e eu claro do centro oeste. Isso só pode ser medido e atraído pelo mundo da leitura, sem muito conhecer, mais os livros nos atrai e nos fazem parecerem amigos de longa data, as historias nos uni e nos atrai a viver um mundo invisível, porem imaginário. O sol sai tímido do céu, entre as arvores aterrissa e faz na grama rigidamente cortada uma coloração entre amarelo vivo e verde natural, junto o calor que me faz parecer derreter, contudo sinto o amor e o cuidado de Deus com minha vida, sinto um belo e fraco vento gélido em minhas costas que me faz voltar a respirar normalmente por alguns instantes. Quando de repente vejo quatro pessoas que não estavam falando nada, apenas assinalava para os livros, eu percebi que eram surdos, logo comecei a falar com eles e nos tornamos amigos ali mesmo, pois como disse a arte de ler e a expressão dos livros nos atrai. Disse meu nome e meu sinal e eles o mesmo. O sanduíche que eu havia guardado eu fui comê-lo. Depois à hora parecia ter corrido então logo veio um vento forte e o céu se fechou, pequenas gotas caiam do céu e molhava a terra e a grama fazendo sentir a tênue cheiro de chuva, molhava tudo em volta, as pessoas saiam correndo, ela de fato espantou nossos clientes. – Mais não a amaldiçoe. – Disse para eu mesmo. E assenti com a cabeça e continuei a desejá-la, fui comer o lanche da tarde quando comecei a ouvir uma bela musica de Mozart de fundo, foi o momento mais tênue que podia sentir naquele dia, os violinos arquejavam de uma forma que eu podia ir ao mesmo embalo, então parei e pensei: – Musica clássica de qualidade, livros e chuva? Isso é cultura isso é Feira do Livro.

Cordialidade



É falado que temos que ser sincero e verdadeiro sem usar mascara, mas isso não passa de uma ideologia desregulada e falsa, a sinceridade vem da discrição: aberto, franco e leal. Mas não é isso na pratica, é um sistema mal formado onde as pessoas não sabem receber criticas e lidar com as adversidades da vida, não vão aprender a escutar o que elas transmitem, não vão saber corrigir suas idéias, não sabem usar isso para o bem, saber usar como uma edificação pessoal, para ter uma boa estabilidade emocional e psicológica tanto para saber quem é e para saber no que pode se tornar, é por isso que eu vejo a maioria dos adolescentes sem opinião e sem dominação e alto controle, falta diálogos consigo mesmos, falta veracidade em arriscar e sentir que ser verdadeiro é desmascarar a falsa idéia da verdade, isso é mentir para si próprio é uma catastrófica forma de entendimento e visualização do belo, é amar a mediocridade, é viver como se sua vida fosse levada de forma com que os outros vão dizer a respeito do vazio, assim deixar de ser quem é realmente, temos que aprender a ouvir, ninguém pode falar se não escutar, portanto se todos saírem da platéia e ir para o palco experimentar de frente você mesmo, e deixar com que o sistema ofuscado e impróprio o perverta, e quando ver a vida passou e suas chances de ser uma pessoa equilibrada e feliz será fracassada, será como um livro mal feito jogado as traças.

Azucrinação



Senti receio, cólera e insatisfação. Não sabia se chorava ou ria. Se eu gritava ou calava. Se eu quebrava ou construía. Vi todas as minhas veracidades e julgamentos se transformando em água, estavam caindo tudo em minhas mãos, escorrendo rapidamente entre meus dedos, eu ate tentava pegar, embora fosse uma tentativa frustrante, estava em uma grande contradição, meu EU estava desestabilizado. Minha razão em um completo devaneio, minhas emoções em um trilho de uma montanha russa. Calei-me, parei, pensei, ponderei, assenti e deixei com que todas as informações entrassem de alguma forma em meu subconsciente e criasse certa estabilidade. Com o tempo vi que a insatisfação gerou cura e opinião a respeito das minhas verdades. Pois passei a ouvir o que transmito a rever meus ideais e com isso a forma que eu transmito minhas emoções e meu pseudo sorriso.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

As crônicas existentes: Thalles Roberto



     Era um belo dia de sol em porto alegre, o frio da primavera era nítido no dia 13 de outubro, estava saindo de casa para pegar o ônibus que me deixaria de frente ao ginazio do tisoltinha onde ira acontecer o show de Thalles Roberto, eu cheguei e logo encontrei uns amigos no começo da fila, mais eu queria ficar com os amigos que eu tinha combinado, e voltei para o fim da fila para ficar com eles, entramos e ficamos na arquibancada, foi muito legal pular e curtir com meus amigos encontrei varias pessoas na pista e também na arquibancada, e damos oi de longe mais de oito mil pessoas, estava lotado.
     O áudio estava horrível, não dava para entender nada, teve uma banda de abertura Tanlan que não entendi nada, tinha pessoas do lado de fora, porque foi muito desorganizado, o pauco foi posto de uma forma que as pessoas que pagaram mais caro nem viu ele direito, o palco era para ele ficar andando em voltas, mais ele só ficava cantando de frente a pista e a arquibancada. Ele atrasou uma hora, isso foi um tédio. Teve um pastor gaucho que eles vaiaram, ele estava lá só para enrolar o atraso, eu achei uma falta de educação.
    Quando ele ao fim entrou no palco algumas pessoas deram grise e desmaiaram, outras desmaiaram por falta de ar, lá estava quente na pista, onde eu estava era ótimo, eu achei um escândalo essa idolatria, a igreja não esta preparada para ir a show gospel desse caráter, elas não sabem lidar, foram com outro objetivo, que não era adorar a Deus e sim a um servo de Deus, é sim uma ótima arma de evangelismo, mais para igreja não, não sabem ir a show, eu me senti como se estivesse em um show do mundo. Não sentia Deus na maior parte do tempo, além do mais ele forçava as coisas, falava em uma entonação quase que persuasiva.
     Enfim, eu cantei algumas musicas que eu conhecia porque era o mínimo que eu podia fazer naquela situação, eu dei nota 8 pelo show, mais me senti desconfortável. Esta marcado dia 16 de março para ele voltar, ate parece que eu vou. Quero Nívea Soares ou Diante do Trono. Mas minha noite foi compensadora, foi jantar com uns amigos Helom [pai da Natalia] Julia Machado, Déia [mãe da Nathalia] Tiago [irmão da Nathalia] e Letícia Pires, em um lanche muito legal e muito delicioso.