quarta-feira, 19 de setembro de 2012

As crônicas existentes: Metodologia



      Era em um sábado chuvoso, acordei dentro da espremida casa no morro Santa Tereza, tinha marcado para ir ao dentista, levantei e logo peguei o ônibus para o centro. O dia estava nublado, a dentista foi super educada, ao contrario da do mês passado. Ela apertou muito o aparelho, escolhi a cor azul bebê. Almocei sozinho em um bar na azenha, estava me sentindo estranho como se algo me incomodasse, depois que me fartei logo atravessei a rua ao encontro da igreja Brasa, pois terá o ensaio geral para o evento mais esperado dos últimos meses o InArt, o ensaio foi bem emocionante, eu devera fazer um jogral, uma esquete e dançar duas musicas, não dançara a mais de um ano. Estava nervoso seria hip-hop.
     O ensaio foi efetuado com sucesso, pois logo seria a apresentação. Todos ensaiando suas partes, se envolvendo de forma excelente. Foi incrível, tudo ocorreu como esperado menos a parte que entramos para dançar, entrou eu e a Lucia, a musica do vídeo que nos apresentava era a mesma, ela entrou dançando quando olhei para o telão voltei ao meu lugar de origem da dança. Foram muito engraçadas as pessoas acharam que entramos com tudo, e de fato foi. No jogral meu sotaque ecoou entre as paredes da igreja, era nítido saber que não pertencia aquele estado, de uma forma geral ando me incomodando com esse regionalismo, esta perto do dia 20 de setembro, em uma dessas tardes foi ler a respeito da data que se tornou feriado, de fato a historia é uma ciência que estuda o passado da humanidade para entender melhor o presente, agora essas pessoas patriarcas dedicadas a um “estado-nação”. Com um hino que me parece ser um levante contra o país.
     Falei o que tinha que falar, eu acho ate engraçadas as pessoas verem que meu sotaque não é o mesmo que o deles. Foi ótimo gratificante, Deus foi muito bom, me irritou as pessoas que quererem orar, entregar a Deus, não pelo nervoso, pois já estou acostumando com publico, mais pela insegurança. A dança foi incrível teve sincronia dos passos, até a musica final que foram todas as pessoas dançar, tudo foi muito lindo, tudo foi muito elegante para o dia, até a chuva de inverno indesejada fez um charme, a poesia exuberante do pastor Luciano foi inquietante pela graciosidade as palavras empregadas nas mais puras explicações, eu ate me dediquei a escrever uma poesia em sua homenagem.
     Senti uma aflição, quando iria mandar uma mensagem de texto a uma amiga, percebi que meu celular não estava mais lá, não é a primeira vez que esqueço algo, eu acho que minha mente anda preocupada de mais ou é apenas meu TDAH que sempre me trás o esquecimento? De qualquer forma fiquei procurando ate 00h00min fui um dos últimos a sair, eu fui jantar com o pessoal do Rhuá, depois eles me levaram para casa. Foi um belo dia, estava no meu máximo de satisfação. Acordei cedo para ir ao culto, mais valeu a pregação.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Ficheiro:Mona Lisa, by Leonardo da Vinci


O Panteão romano


Ficheiro:Guggenheim museum Bilbao


Ficheiro:Abtei im Eichwald


Salvador Dali A (Dali Atomicus)


Catedral de Amiens


Stonehenge


Trovador de idéias



Nariz de italiano, coração de pastor, alma de poeta.
São frases que me fazem contemplar, aquilo que me faz esperar.
Em ver desenhar um horizonte em palavras parece riscar,
Cria formar que me faz desejar o mundo encontrar,
Fazem de seu coração fragmentos de sentimentos e emoção.

Mestre em perceber aquilo que o belo se faz ver,
Se disser que ver pode ser o mesmo que sentir é o que me faz refletir
Uma forma inefável, que se torna palpável
São seus versos que criam formas e me leva para fora da órbita.

Tão rápido tão fácil e tão natural se fez um menino normal,
Que ao perceber o seu real ser um homem poeta e racional.
Fez aventuras e fabula criarem formas, correr sobre a grama sempre te reforça,
Uma forma épica de dizer o que sente sem deixar o que realmente entende.

Luciano firme menino pastoreando o seu paraíso,
Dando amor e cuidado. Sendo a luz ao seu lado.
Luciano ao olhar sua coragem e bravura me fez inspirar
Não tenho nada a desejar aos meus versos flutuar,
Porem seus olhos sempre vão se perder no mar.

Olho vivo



 Vi-me por anos achando que estava livre,
Mas o que realmente pode ser a liberdade?
 Já que a verdade é uma percepção da realidade,
 O que se torna uma mentira de verdade.
Estava cego, sem ver nada a minha frente ao certo
Mas uma nuvem arrebatadora veio sobre mim
Era como uma voz de muitas águas percebi.

Eu cai de medo, sabendo que era receio,
Ele gentilmente esquadrinhando a minha mente
Revelou-se, disse que era meu redentor
Ele era meu Deus meu criador.

Disse que só existe uma verdade
Na qual essa devera ser minha realidade,
Ela falou das minhas vivencias
Que se tornaram experiências
Eu só tenho que confiar,
Mas como posso interpretar?

Ele me fez ver que não tenho que me prender,
E nem esquecer,
Duvidar, criticar e determinar é o que eu mais penso eu falar
Suas verdades são absolutas e as minhas inseguras
Então comecei a proferir o que almejei,
No silencio me calei, nada falei, apenas escutei.

Em um estampido Ele disse que eu estava errado
Que precisava ficar calado
Mas estava muito inspirado.
Estava por anos ouvindo uma voz ofuscada,
Ouvi dizer que não podia exercer aquilo que Ele me fez crescer,
Que não deveria sonhar aquilo que Ele me fez um dia almejar,
Não poderia falar, pois as palavras me faziam tropeçar,
Mas disse que não ia me calar.

Demandei, orei, esquadrinhei e bradei,
Então Ele pegou a minha mão e olhei em Teus olhos como chamas de fogo,
E confiei, entendi que a verdade que recebo
Tem que ser falada e vista por aquEle que é
O único caminho, verdade e vida.

Em fim me vi novamente no mesmo lugar, nada havia mudado
Ao meu reparar
Mais minha percepção me fez duvidar
 Com que minha razão se fez definhar.
Então segurei em minha mão direita a sua verdade
Para que eu não a desprezasse e nem me esquecesse.