auta estima e o namoro
Está se tornando cada vez mais comum ver casais que disputam entre si até no quesito beleza. Com essa onda de metrossexuais, mundo fashion e busca exagerada pela perfeição, o universo masculino está se chocando com o feminino – este que há anos vem sendo o responsável pelo símbolo da beleza suprema. Conquistar a aparência perfeita é um verdadeiro tormento para homens e mulheres e virou sinônimo de sucesso e felicidade.
1- Primeiro de tudo é necessário se conhecer. Até mesmo descobrindo seus defeitos e sabendo lidar com eles, você pode manter um padrão de satisfação pessoal bastante avantajado.
2- Você deve saber reconhecer suas qualidades e expô-las aos outros. Ninguém está falando que você deve ser o famoso “nariz em pé” e ir contando vantagem em cima de todo mundo. E um detalhe: existem qualidades físicas e interiores. Descubra todas.
3- É necessário ter segurança pessoal.
4- Sinta-se bem. Para isso, nada melhor do que se cuidar e ter um pouco de vaidade. Vá ao cabeleireiro, faça exercícios físicos, alimente-se adequadamente, vista roupas que valorizem você, ande toda perfumada, cuide da celulite, exercite seu cérebro (isso mesmo, leia mais, estude, trabalhe). Cultura é beleza também!
Por enquanto é só isso. Também fique atenta para não cair naquele conto bobo do caminhão. Certamente você já ouviu falar que você era muita areia pro caminhãozinho do seu parceiro e/ou vice-versa. O que faz a diferença nesses casos de relacionamento versus beleza é o que cada um sente por dentro.
A psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari é autora do livro “Dirija sua vida sem medo” e possui um site de psicologia na internet, o “www.ajudaemocional.com”. Olga diz que se a pessoa é segura de si e possui uma boa auto-estima, ela pode namorar uma outra bonita ou feia que isso não vai afetar em nada sua vida social. “Só que ela deve estar ciente que quando se relaciona com alguém que é alvo da atenção dos outros, o assédio é inevitável e a ela só cabe aceitar e segurar aquela inveja básica”, afirma a psicoterapeuta.
A psicóloga alerta ainda que é preciso avaliar como está o relacionamento para perceber se o companheiro, mesmo que assediado, se dá ao respeito e respeita quem está ao seu lado. “Constatado isso, a pessoa deve reconhecer que não há o porquê de toda essa insegurança e, com isso, motivos para acabar com a relação”, adverte Olga.
Quando a auto-estima do parceiro é para lá de elevada, ou seja, quando o namorado se sente bom e bonito demais, é comum que a mulher estranhe um pouco e que, eventualmente, se sinta “insegura”. Foi o que ocorreu com Thaiane Dare, que cursa publicidade e namora há pouco mais de um ano um amigo antigo. Ela conta que algo que a deixa confusa é o fato de o namorado ter essa auto-estima, digamos, elevada demais. “O pior dia foi quando tínhamos uma festa em comum. Já namorava há alguns meses, mas sempre fui vaidosa e me arrumei bastante. Eu estava bonita. Quando me encontrei com ele, minutos antes da festa, eu esperava que ele me dissesse isso, mas ele nem reparou em mim. Tinha um espelho grande na frente dele e ele só prestava atenção na própria imagem, ao mesmo tempo que dizia o quanto ele estava bonito e o quanto eu tinha sorte de namorá-lo. Foi uma situação bem incômoda”, conta Thaiane.
É, esse é um caso estranho, mas que cada vez está se tornando mais comum. Thaiane soube levar isso como algo “engraçado” e não se importou tanto, mas isso porque certamente ela estava segura de si mesmo e ciente de suas qualidades. Todavia, o contrário também poderia ocorrer. Thaiane poderia ficar martelando a idéia de que seu namorado é bonito demais, que arrancaria suspiros entre as mulheres mais cobiçadas e que ela, Thaiane, não conseguiria acompanhar a vaidade de seu namorado por muito tempo. Há muitas mulheres que não conseguem pensar como ela e, segundo a psicóloga Olga Tessari, quando não conseguem, tem sua auto-estima diminuída e sentem-se desvalorizadas, o que pode fazer com que desenvolvam depressão, ansiedade, síndrome do pânico, ou até transtornos alimentares, como compulsão alimentar, anorexia e bulimia, pois tentam colocar a culpa na própria aparência, por se sentirem feias demais.
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